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A Inspiração de um Orvalho Madrugueiro
Estamos
todos, hoje, juntos em uma só nau: a toada da existência.
Encontros e desencontros, alegrias e frustrações, estes são
exemplos da dialética da vida. A busca, a pulsão indefessa por algo
que procuramos, mas que, possivelmente, sempre esteve dentro de nós.
Não há o que descobrir, mas sim o que redescobrir. Inundemos o
nosso vazio de amor, fecundemos a esperança nos olhos de nossos
algozes, desmascaremos a nossa Semelhança para torná-la pura perfeição,
ainda na terra.
A nossa competição busca um fim: o próprio fim. Fim hedonístico,
egoístico, científico, material, mas o âmago persiste, vaga, viaja,
permeia, instrui-se, evolui-se, estabiliza-se (energia pura, o Bem).
Deveríamos fazer do prazer o passo para o desfrute
incondicional, desprezando o sentimento alheio (os “achismos” dos
outros em relação às nossas atitudes autênticas), fazendo-nos
felizes por nós mesmos, sem culpa, sem dano, sem preconceito. O prazer
pela vida, vida física, vida carnal, vida insana, mas de intensa
felicidade.
Traz-me aqui santa vida desprendida, que me deixa incólume,
impermeável ao amálgama da cética Ciência que só me traz o
conhecimento puro, mas não me ensina como eliminar as impurezas, mas tão-somente
fugir delas. Faça eliminar as impurezas do ser pela lógica da vida,
mas a vida não nos pertence e se ao homem não pertence, quem diria à
Ciência, artificial / natural reflexa.
Não criamos nossas próprias condições, somos peças do cosmos:
todos significantes engendrados, engajados ou não.
Para sermos fiéis a nossa eidética, pugnemos pela
espontaneidade, fazendo emergir para a “matéria viva” o fenômeno
humano da independência sistêmica: agir com autenticidade, na ausência
de manipulação consciente.
Fiat lux beligerante
para a nossa depuração. Paz, solidariedade, não as temos, mas apenas
suas sombras. E por detrás das sombras, espadas vis, de força
desmedida, empunhadas para a “justiça” dos homens. Sangram nossos
corações, sofrendo e cometendo injustiças; queda-se a balança dos
valores; não há mais dialética, retrocedemos à nefasta e restrita
formalidade. Eis o ar que respiramos.
Para vivermos, precisamos de todos, sejam pobres, ricos, negros,
brancos, mas de todos com bons corações.
Vamos nos dar às mãos, pelo menos, inicialmente, por um dia.
Vamos sentir o calor de cada um, as diferenças, as congruências, as
vicissitudes, as qualidades morais.
E, assim, chegaremos a inelutável conclusão: O
ELO VITAL NUNCA DESFALECERÁ, AINDA QUE A MEDIOCRIDADE HUMANA INSISTA EM
DESTRUÍ-LO. OS SEUS BONS ATOS SÃO TAMBÉM MEUS, POIS CONSTRUÍMOS O
MUNDO EM PARCERIA, SOMOS IRMÃOS, AINDA QUE, IRRACIONALMENTE,
DIGLADIAMO-NOS EM MEIO AO ESTADO DE NECESSIDADE PARA SUPRIRMOS NOSSAS
“FALTAS”, MINORARMOS A NOSSA “NÁUSEA” REAL, MAS FALSA. PARAFRASEANDO
ULPIANO, FAZEI FULGIR A LEI ETERNA QUE INSERTA ESTÁ NOS CORAÇÕES DE
TODOS OS HOMENS, SEJAM ESTES CRISTÃOS OU NÃO. Um grande abraço aos meus amigos, amigas, amantes, colegas, aos desconhecidos, enfim, a todos que, direta ou indiretamente, integram o meu dia-dia, na “caminhada da vida” que todos nós, juntamente, construímos. © Copyright 2003 - Júlio Medrado Ituassu Mapa - Acadêmico do 10° período de Direito do Unicentro Newton Paiva. Editor do jornal Acta Jus - D.A. Cultor das Ciências Jurídicas e Entusiasta pela Filosofia do Direito. Compre seu Livro pela Internet. Qualidade, Conforto, Segurança e Economia.
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