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Caminho um espaço aberto que leva de um lugar a outro. Nós, humanos, caminhamos da vida em direção à morte, uns mais perto da vida, outros mais próximos da morte. Quem haverá de saber?! Ninguém sabe. Todos sabemos, e é só o que nos é dado saber, que nascemos, vivemos e morreremos. O dia do nosso nascimento transforma-se no nosso aniversário, os dias que acordamos são dias de nossa vida, únicos, imprevisíveis, irreversíveis. Quanto a nossa morte, ela nos espera... só não sabemos quando. Insisto tanto na questão da morte, porque ela é a certeza de nossa finitude. E é, precisamente, por sermos finitos que somos andarilhos. O movimento, a ação, o caminhar é que são nosso ser. Por sermos feito deste modo inacabado, e ao mesmo tempo, pronto a completar-se, que necessitamos da filosofia. É a filosofia o nosso norte, nesta finita estrada de trevas, que nos conduz a algum lugar. Qual? Pois é... Ouso dizer que esta não é a pergunta essencial. A essência talvez seja saber como caminhar e não para onde leva o caminho. A pergunta a respeito da forma do caminho é feita antes de iniciarmos a nossa trajetória. Ela é um pressuposto de nossos passos. Um verdadeiro princípio existencial. Abrindo, aleatoriamente, um livro de Lao Tse (o sábio ancião taoísta) recebemos a seguinte dica sobre nosso caminho:
Respiremos um pouco para receber esta mensagem... O aqui e o agora. O tempo-presente, o instante-já. É tudo o que temos. Este é o nosso ser. A partir deste ponto é que devemos refletir. Definir nossos princípios, praticá-los. Esta lição é válida para todas as nossas trilhas... Por hora, cheguei ao final. Antes de me despedir, deixo uma frase, em forma de brinde, de Pierre Lévy: “A disciplina do instante é uma aprendizagem da paz.” [2] ©
Texto elaborado por Guilherme
Assis de Almeida.Advogado, doutorando em
Filosofia do Direito pela USP e Professor Universitário.
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