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Mund
Dependência é ter necessidade do outro, ou de algo. A comunicação carece da dependência. Podem existir palavras, mensagens e alguém que as transmita, mas não havendo quem as receba... o ciclo perde a completude. Diz o Direito que ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece[1]. Isto é uma ficção necessária para a vida das normas jurídicas, mas absurda no mundo das informações. Assim, quem não recebeu uma informação, não a conhece, porque não ocorreu a comunicação. Óbvio não?... Parece, mas creio que nem tanto, pois os horrores da Internet (não os nomearei) são tantos, tão evidentes.... E nós, que queremos outras coisas, o que fazer além de denunciar? Concluo que nossa responsabilidade maior é explicitar o que consideramos vital. Escrevo estas linhaspara elencar as idéias vitais para fazer daInternetum espaçopara a construção de uma nova ordem planetária. Estas idéias[2] devem ser reprisadas, cotidianamente, de todas as formas, para que se tornem parte de nosso ser virtual. A primeira idéia (acima já esboçada), é a interdependência. Diferente da mera dependência, a “Inter” fala de uma dependência recíproca entre o emissor/receptor e o receptor/emissor. Um depende do outro, não existe sem o outro. Deve, pois, ter toda a consideração por todos os outros. Já que eles é que fazem nascer a existência presente. Dizem os budistas que o universo como um todo é interdependente. Tudo está ligado, se mexermos num bambu na China, a seringueira da Floresta Amazônica sentirá. Desta idéia parte-se para a noção de compaixão e responsabilidade universal. Não estamos sozinhos, estamos todos na mesma nave virtual. Estarmos todos juntos, dependendo uns dos outros, pode significar nada, ou pode propiciar-nos uma mudança. Tudo depende do nosso olhar.Para treiná-lo, o primeiro passo é abrir os olhos e adquirir esta consciência. A consciência da interdependência. A ajuda mútua interplanetária “on line”....
Guilherme Assis de Almeida é advogado, doutorando em Filosofia do Direito pela USP e Professor Universitário. Artigo 3 Lei de Introdução ao Código Civil Remeto o leitor ao meu texto que diferencia Idéia e Conceito
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